Ervin Riffel (ex-combatente brusquense), afirma
que foi convocado em janeiro de 1943 para se apresentar em Blumenau, onde
realizou inspeções de saúde iniciais, e depois se estabeleceu na cidade vizinha
para realizar os treinamentos. Após o tempo em Blumenau, o soldado é
transferido para Caçapava em São Paulo, e após 3 meses de mais treinamento, ele
é destacado para se juntar à Força Expedicionária Brasileira no Rio de Janeiro,
e viajar para a Itália em setembro de 1944.

Um mês após a tomada
de Montesse, a guerra na Europa estava acabada. Em 8 de maio ocorre a rendição
da Alemanha; porém, a guerra continua no Pacífico, pois o Japão ainda resistia
e se rende apenas em 02/09/1945, após o bombardeio atômico de Hiroshima e
Nagasaki.
Felizmente, a primeira
impressão não se confirmou para os brusquenses: dos 47 pracinhas que são
convocados de Brusque (que na época englobava também as atuais cidades de Vidal
Ramos, Presidente Nereu, Botuverá e Guabiruba), felizmente, todos sobreviveram
e quatro deles recebem a medalha de sangue por saírem feridos do conflito.
O retorno para casa
foi bastante controverso. Os soldados foram desintegrados da FEB na Itália. Os
brusquenses voltam em grupos separados para a terra natal, estratégia adotada
com todos os combatentes. Getúlio Vargas, bem como seus opositores, tinham medo
de que os soldados, que lutaram na Europa para derrubar as ditaduras de Mussolini
e Hitler, se unissem para também derrubar a ditadura corrente no Brasil, ou de
algum modo conturbassem o cenário político nacional. O medo da mobilização dos
combatentes tem sentido, pois foi justamente o exército que após o retorno da
Guerra do Paraguai inicia um forte movimento republicano contra o governo de
Dom Pedro II, que leva à Proclamação da República.
Os ex-combatentes são
praticamente abandonados pelo governo, não recebem qualquer tipo de auxílio
médico, psicológico ou financeiro. O presidente Dutra proíbe até mesmo que
esses homens possam dar entrevistas e declarações à imprensa. A reintegração à
sociedade para muitos desses soldados foi bastante difícil, fim injusto para
aqueles que colocaram suas vidas em risco para lutar contra o nazifascismo e
defender a integridade de seu país.
Pesquisa: Carlos
Eduardo Michel.





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