A missão da CARTUM vai muito além da panfletagem
publicitária, pois ela é um instrumento pedagógico disfarçado de guia
comercial.
Seu fiel público leitor preenche uma camada da população
regional dotada de maior sensibilidade, a qual consegue se desvencilhar do
celular e percebe algo de valor em meio aos quadrinhos coloridos que pipocam
esporadicamente nas prateleiras do comércio em geral, valorizando o esforço de
um artista local que insiste em praticar seu “malabarismo de sinaleira”, mesmo
que as janelas custem a abrir, às vezes. Este seleto público possui uma
compaixão natural a ponto de contribuir através de um anúncio publicitário, uma
assinatura anual ou um apoio em um projeto cultural para que a publicação
continue existindo e proliferando cultura pela cidade.
Não existe outra explicação para a longevidade da Revista CARTUM senão a clara permissão Divina para que esta manifestação cultural permaneça frutífera, renovando sempre as suas ideias, produzindo conteúdo inédito e original e com o suporte financeiro suficiente para cobrir as despesas e suprir as demandas necessárias.
Cabe a mim me esforçar por merecer isso tudo, preenchendo
este espaço cultural com o melhor e mais útil conteúdo que for possível de
conceber, contribuindo socialmente com informações relevantes e trazendo uma
mensagem bem intencionada e produtiva a todos os seus leitores, além de bem
-humorada e informativa.
Alguns amigos me questionam sobre minha função literária, se isso vale a pena, se dá dinheiro, se vai me deixar rico...
Eu respondo que a riqueza maior é a utilização dos nossos
dias na Terra construindo algo onde o nosso coração habite, cuja matéria-prima
é o amor em fazer o que se gosta e poder contribuir socialmente através das publicações
com temas relevantes e bem intencionados, acrescentando ao leitor novos
conhecimentos e reflexões pontuais. Se existe algum retorno financeiro, ele
acontece de forma absolutamente milagrosa, garantindo o essencial e estimulando
que perdure a inspiração literária.
A verdadeira riqueza é ter saúde, e disposição para
realizarmos nossa missão pessoal. Em cada serviço que prestamos, existe uma
contribuição social. Mesmo que não pareça, todos nós somos componentes de uma
imensa orquestra, cada qual tocando o seu instrumento. Tal orquestra soaria
desafinada se todos insistissem em tocar somente aquele instrumento mais
lucrativo.
A constatação é saber que estamos a serviço de uma força
maior, que rege o planeta e nos acompanha ao longo de nossa vida. Essa relação
consciente é a grande riqueza que podemos desejar.






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