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A EPIDEMIA DE MALÁRIA


O Estado sanitário em Azambuja chegou a preocupar o Vaticano. O Papa Pio XII, orientou que se transferisse o Seminário para local mais saudável. “Os anos piores foram os situados entre 1941 e 1945. Em 1943 pode-se dizer que todos os alunos estavam acometidos de malária” (Besen, p. 114). Dom Joaquim, preocupado com a ideia de transferência do seminário, forjou uma série de documentos assinados por médicos e irmãs de Azambuja comprovando que ali não havia casos de malária. O objetivo era tranquilizar o Visitador dos Seminários e evitar a transferência da instituição. A solução veio em 1947, com a atuação do Serviço Nacional de Malária e do pe. Raulino Reitz que, juntos, puseram fim à malária na região.
  


  
A malária se propaga através do mosquito Anopheles. Esse procria na água acumulada nas bromélias. Porém, sua capacidade de voo é de aproximadamente mil metros. Com as pesquisas se constatou quem determinadas bromélias eram mais propícias à procriação dos mosquitos e outras menos. 

Diante do grande número de afetados pela doença, o que provocava muitas faltas nas fábricas e empresas da cidade, buscou-se por uma medida drástica: o extermínio das bromélias. Foram tentados medidas como a retirada total das bromélias das matas próximas das áreas habitadas e a aplicação de veneno. Brusque foi a primeira cidade do Brasil onde se lançou DDT de helicóptero sobre a vegetação a fim de conter a propagação do mosquito.  

Outra tentativa foi a dedetização do interior das residências. Em 1949, foi instalado em Brusque o Laboratório do Instituto de Malariologia. As medidas foram aplicadas nas regiões do sul do país com mata atlântica. A partir daí a situação foi controlada.





1. A retirada das bromélias era difícil. Grupos de vinte a trinta homens penetravam mata adentro cortando as plantas do alto das árvores de até 30 metros e arrancando as espécies terrestres. Entre as dificuldades encontradas estava a presença de dezenas de cobras abatidas e encontradas enroscadas na intimidade dos gravatás.


2. Sintomas da doença: febre com intervalos de 24, 48 e 72 horas, quase sempre é acompanhado por calafrios, tremores e cefaleia e intensa sudorese. O doente torna-se apático, indisposto para o trabalho e para qualquer atividade física ou mental. A palidez acentua-se e o paciente passa a ser presa fácil de enfermidades intercorrentes.

3. Descobriu-se que o mosquito procriava nas águas acumuladas nas bromélias e para por um fim à malária na região era preciso pôr um fim às bromélias, evitando a procriação das larvas. Nos dois primeiros anos em Florianópolis, foram retiradas cerca de 14.059.801 bromeliáceas. Em Brusque  um total de 22. 386.670 bromeliáceas, em 9 anos de trabalho.

4. Com a descoberta do complexo bromélia-malária, os métodos passaram a ser radicalmente diferentes e consistiam na destruição das bromélias, no combate às larvas de A. Kerteszia.


5. Com a descoberta do complexo bromélia-malária, os métodos passaram a ser radicalmente diferentes e consistiam na destruição das bromélias, no combate às larvas de Kerteszia, no tratamento de pacientes com  antimaláricos e no combate aos mosquitos alados com inseticidas de efeito residual. O objetivo era manter a doença sob controle. Essa metodologia variada de combate persistiu até 1962, quando foi instituída a campanha de erradicação. A partir daquele ano, o método principal de combate era a dedetização intradomiciliar, complementada com o tratamento radical dos casos detectados. O objetivo era erradicar a malária do Estado. A interrupção da transmissão foi conseguida em 1986, quando ocorreram os últimos casos autóctones da doença.


6. Sintomas: Tem duração média de três horas, após o que ocorre a defervescência, com intensa sudorese. Segue-se um período de ausência de sintomas, sensação indefinida de bem-estar e certo grau de prostração. Os acessos repetem-se em ciclos definidos, como foi dito acima. Nas formas benignas, o processo entra em fase de latência, que varia em duração de algumas semanas a alguns meses e quando os parasitas desaparecem do sangue circulante. No final da latência, ressurgem os sintomas e os acessos, havendo o que se define como recaída.Na medida em que se sucedem as latências e as recaídas, surgem e acentuam-se progressivamente anemia e astenia. O doente torna-se apático, indisposto para o trabalho e para qualquer atividade física ou mental. A palidez acentua-se e o paciente passa a ser presa fácil de enfermidades intercorrentes. O baço aumenta de volume e pode ocorrer também hepatomegalia.

Pesquisa: Robson Gallassini (in memoriam).

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